Ambicioso: Kia EV5 quer ser o ''eléctrico'' ideal para toda a família

A Kia não pára de alargar a sua linha eléctrica: agora é a vez do novíssimo EV5 chegar ao nosso país já com preços definidos e reservas abertas.

Tomando como base a plataforma E-GMP com arquitectura de 400 volts, o SUV assume-se no seu visual robusto como um familiar modular com tecnologias de última geração.

Comum aos acabamentos Tech e GT-Line da gama está o propulsor de 160 kW (218 cv) e 290 Nm a dar tracção às rodas dianteiras, com os zero aos 100 km/hora a fazerem-se em 8,4 segundos para uns máximos 165 km/hora.

A alimentar este poder está uma bateria de 81,4 kWh para 520 quilómetros combinados, recarregável de dez a 80% em cerca de 30 minutos desde que num posto rápido a 150 kW DC.

Alternativa compacta

Para quem não consegue lidar com os 5,02 metros de comprimento do mastodôntico EV9, a Kia "propõe" uma alternativa familiar eléctrica com a mesma estética robusta mas agora num SUV mais compacto.

"Esticado" aos 4,61 metros, o EV5 reproduz de forma muito fiel as linhas marcantes do protótipo revelado há quase dois anos segundo a filosofia Opostos Unidos, distinguida à frente e atrás pela assinatura luminosa Star Map.

As jantes de 19 polegadas, as barras no tejadilho e as protecções exteriores em preto brilhante reforçam o tom atlético por fora, contrabalançado por um habitáculo que consegue fugir ao minimalismo em excesso.

Os 2,75 metros que separam os dois eixos asseguram um amplo espaço a bordo, com os devidos toques tecnológicos a serem assegurados pelo visor de 30 polegadas que junta a instrumentação, climatização e multimédia.

Botões físicos completam as funções mais comuns no tabliê e no volante sem a necessidade de aceder ao ecrã de infoentretenimento, sem esquecer os vários espaços para guardar objetos.

Como SUV apontado à família, soma-se uma generosa bagageira que chega aos 566 litros de capacidade, reforçada por mais 44 litros sob o capô para guardar os cabos de carregamento.

Mais tranquilo do que dinâmico

Primeira boa impressão ao volante, neste curto ensaio pelo Aquela Máquina, é a posição de condução muito confortável, com a ergonomia a transmitir segurança graças aos vários comandos físicos ao alcance da mão direita.

Os bancos à frente são bastante firmes mas muito confortáveis, com a mesma sensação a encontrar-se nos assentos traseiros, que também podem ser reclinados e aquecidos.

Um verdadeiro convite às viagens de longo curso, reforçado por um chassis bem calibrado para uma condução previsível, mesmo se a suspensão se assuma um pouco dura às velocidades baixas próprias duma cidade.

A direção bastante leve (mas que poderia ser um pouco mais precisa) convida a uma condução mais relaxada do que dinâmica no curto ensaio realizado em auto-estrada e nacionais encurvadas nos arredores de Lisboa.

Mesmo assim, os balanços laterais estão bem controlados e a travagem regenerativa (quatro níveis com o One Pedal incluído) é fácil de regular nas patilhas da coluna de direcção.

Carregamentos em baixa

Os 218 cv passados às rodas dianteiras parecem curtos mas são mais do que suficientes para o SUV não ficar sem fôlego nas ultrapassagens, graças ao bom apoio dados pelos imediatos 290 Nm ao mais ligeiro toque no acelerador.

Para quem não quiser esta postura mais "desportiva", pode sempre activar o modo automático que, com base nos dados de navegação, antecipa o que está acontecer à frente.

E depois são os inúmeros sistemas de assistência a simplificar a tarefa do condutor, mesmo se sejam um pouco intrusivos, mas com uma actuação efectiva para tornar a jornada ainda mais segura.

Os consumos estão ao nível dum SUV deste gabarito (duas toneladas em vazio!) com uns médios 16 kWh/100 km, que depressa chegam aos 20 kWh numa condução mais acelerada em auto-estrada.

Nada de anormal até ao momento de recarregar a bateria de 81,4 kWh: devido à sua arquitectura simples de 400 volts, poderá contar-se com uma espera de 30 minutos para o fazer de dez a 80% nuns máximos 150 kW DC.

Bom construído e com uma postura marcante na estrada, o Kia EV5 confirma o seu posicionamento apontado às famílias graças ao bom espaço a bordo e ao generoso pacote de equipamentos logo na entrada da gama.

A gama constituída apenas por dois acabamentos já tem os preços "chave na mão" definidos e as reservas abertas, com a versão Tech a custar 49.990 euros, e a variante GT-Line a elevar-se aos 53.490 euros.

Para empresas, os valores reduzem-se a 39.016 euros no primeiro exemplo, e a 41.863 euros no segundo, sem contar com o IVA.

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